7 dicas para abrir um negócio que terá sucesso na crise
- joracidelima
- 22 de set. de 2017
- 3 min de leitura

“Enquanto muitos olham a crise como algo ruim, é preciso entender que é justamente com os problemas que surgem oportunidades”, afirma Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae/SP. “Com crise ou sem crise, ter um negócio é sinônimo de perigo. O que dá para fazer é minimizá-lo, pelo controle das próprias ações.”
1. Faça um bom planejamento
Fazer um planejamento é essencial para qualquer empresa que queira criar sua identidade no mercado, afirma Nagamatsu, do Sebrae/SP. “Por meio dele, não apenas é decidido como sua empresa será conhecida pelos clientes, mas também aonde você próprio quer chegar.”
Mas claro que não basta só planejar: é preciso ir acompanhando e alterando suas decisões, porque o mercado muda muito rápido. “Com as inovações tecnológicas, o ciclo de vida de um produto ou serviço é mais temporário. Por isso, a criatividade sempre vai ser o principal ponto de um planejamento.”
2. Inove, sempre
Um ponto muito relacionado com a criatividade, e que está presente em todo empreendedor de sucesso, é a atitude inovadora. “Muitos acham que inovação é algo apenas para empresas grandes, que têm uma área de pesquisa e desenvolvimento. Porém, isso é um engano”, diz Nagamatsu. “Essa inovação pode ser algo básico, algo que o diferencie do seu concorrente”. Por exemplo, mudanças no atendimento, na divulgação, nos processos e na entrega já contam como inovações.
3. Pense no seu cliente, e não em você mesmo
Lembre-se: o sucesso da sua empresa depende da relevância do problema que você irá resolver. Por isso, de nada adianta inaugurar um negócio para só depois verificar se há mercado ou não: é preciso analisar o problema a ser resolvido e pensar na jornada que seu consumidor fará até o produto.
“É só pegar o exemplo da economia compartilhada: veja o quanto ela cresceu, mesmo na crise”, diz Veras, da Inova Business School. “Isso porque ela usa os recursos disponíveis de forma inteligente, ou seja, propõe uma solução inovadora e que ressoa com as necessidades de boa parte dos consumidores.”
4. Estude, e muito, o seu mercado
Segundo Nagamatsu, do Sebrae/SP, é preciso que seu conhecimento sobre o negócio esteja à altura do empreendimento. Ou seja: se você não empreenderá em uma área que já conhece, é preciso buscar capacitação técnica antes de abrir a empresa.
“Por exemplo, se você decide empreender e vê que o setor de mercado pet está crescendo, busque saber como atender ao público-alvo desse tipo de negócio. Isso é verdade mesmo em uma franquia: não fique achando que, por ser algo padronizado, é possível abrir mão da capacitação.”
5. Só se comprometa com gastos mais para frente
Você acha que é preciso investir muito dinheiro para dar o pontapé inicial na sua empresa? Pois está enganado: só assuma gastos fixos, como aluguel e contratação de funcionário, depois de muita preparação.
“Preparar-se é algo que pode ser feito sem nenhum custo. É preciso primeiro fazer cursos, pesquisas, teste de mercado e até mesmo uma pré-venda do seu produto ou serviço. Só depois você pode começar a contrair custos fixos. Os empresários de sucesso não gastam primeiro para conhecer seu negócio depois”, diz Costa, do Ibmec/DF.
6. Repita: o bom hoje é melhor do que o ótimo amanhã
Um conceito muito conhecido no mundo do empreendedorismo é o “Lean Startup”: a ideia de que a melhor forma de desenvolver uma empresa é testar rápido e errar rápido, crescendo por meio de estímulos práticos.
“Acabou o momento de criar um produto e lançar só no dia perfeito”, sentencia Veras. “Hoje, já tendo um protótipo, você deve lançá-lo e testar essa ideia com especialistas e alguns consumidores. Ser o primeiro é relevante na hora de sua empresa ser avaliada, especialmente se ela envolve o desenvolvimento de alguma tecnologia.”
7. Invista em um time perfeito
A economia mais burra que um empreendedor pode fazer é deixar de investir em pessoas qualificadas na empresa, afirma Veras, da Inova Business School. “Tem gente que tem uma ideia ótima, mas coloca a implementação na mão de pessoas medianas. Isso acaba com o negócio.”
Isso vale tanto para sócios quanto para funcionários: contrate apenas o melhor, e não descarta completamente a ideia de abrir mão de alguma participação na companhia. “Às vezes, é mais inteligente não ser dono de tudo. Por exemplo, se você não possui alguma competência, é melhor dividir seu negócio com um parceiro e ganhar velocidade do que tentar aprender tudo que aparece pela frente.”
Fonte : EXAME
Publicação Joraci de Lima




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