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Pai de estudante morto em atentado dentro de escola diz que sociedade tem que perdoar colega que ati

  • joracidelima
  • 21 de out. de 2017
  • 3 min de leitura

Declaração foi dada durante o enterro de João Pedro Calembo. Além dele, outro menino morreu e quatro ficaram feridos. O pai do estudante João Pedro Calembo, de 13 anos, morto a tiros dentro da escola em Goiânia, disse que perdoa, e espera que a sociedade também perdoe o adolescente que tirou a vida do filho dele e do colega de sala, João Vitor Gomes, também de 13 anos. Durante o velório, o publicitário Leonardo Marcatti Calembo pediu que todos os pais "cuidem de seus filhos". "Meu filho era uma criança muito doce, muito especial. Nossa família é cristã, e ele sempre foi educado e pautado no respeito ao próximo. Os preceitos familiares estão perdidos na nossa sociedade, a gente tem que reforçar esses valores, e meu filho tinha tudo muito claro. Tudo isso poderia ser evitado", desabafou. "Falo como pai do João Pedro, de uma criança que perdeu a vida. Eu espero que toda a sociedade e os pais dele e os outros pais o perdoem. Temos que perdoá-lo", disse, emocionado. O corpo de João Pedro foi enterrado às 10h45, no Cemitério Parque Memorial, em Goiânia. Durante a cerimônia a família fez orações e, por volta 9h, celebrou um culto em homenagem ao adolescente. Centenas de parentes, amigos e conhecidos da família e de colegas da escola participam da despedida. O pai do menino disse ainda que as pessoas devem ter mais fé e passá-la aos seus filhos. "A partir do momento que a gente tem esses valores fixos nas nossas casas, muitas respostas são encontradas para nossos problemas. Os problemas não resolvidos geram conflitos. A palavra bullying é nova, o assédio sempre aconteceu. A partir do momento que você não resolve o problema em casa, acontecem os conflitos", declarou. O corpo de João Vitor também foi enterrado nesta manhã, mas no Cemitério Jardim das Palmeiras. Segundo colegas da vítima, ele e o atirador eram amigos e andavam juntos com frequência. Tiros Conforme a Polícia Civil, o adolescente de 14 anos atirou contra os colegas no fim da manhã de sexta-feira dentro da sala do 8º ano do Colégio Goyases, no Conjunto Riviera. Os disparos aconteceram no disparo entre duas aulas. Segundo o delegado Luiz Gonzaga Júnior, responsável pelo caso, o autor dos disparos disse que sofria bullying de um colega e, inspirado em massacres como o de Columbine, nos Estados Unidos, e de Realengo, no Rio de Janeiro, decidiu cometer o crime. Filho de policiais militares, ele pegou a pistola .40 da mãe e levou para a unidade educacional. “Ele ia matar todo mundo. Levou dois carregadores para a escola. Descarregou o primeiro, carregou o segundo, deu um tiro, mas foi abordado pela coordenadora. Ela oconvenceu a travar a arma”, disse ao G1. Funcionários da escola levaram o autor dos disparos para a biblioteca para aguardar a chegada dos policiais. Ele foi apreendido e levado para a Depai, onde contou que atirou primeiro contra João Pedro porque ele fazia bullying com o suspeito. Escola O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sepe) de Goiânia junto ao Conselho Estadual informou à TV Anhanguera, por meio de nota, na sexta-feira, que estão dando todo apoio à escola e aos parentes dos alunos da instituição. Ainda conforme os órgãos, representantes foram até o colégio, conversaram com professores e direção e apuraram que o estudante autor dos disparos não apresentava comportamento suspeito. O texto destaca que as aulas no Colégio Goyases estão suspensas sem previsão de retorno. O que se sabe até agora: Veja a sequência dos fatos: Colegas relatam que ouviram um barulho Em seguida, os alunos viram o adolescente tirando a arma da mochila e atirando Alunos correram para fora da sala de aula O aluno descarregou um cartucho, carregou o segundo e deu um tiro, mas foi convencido pela coordenadora a travar a arma Estudante foi levado para a biblioteca até a chegada dos policiais

Fonte: G1

Publicação Joraci de Lima

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