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Três meses após morte, suspeito de empurrar haitiano na BR-101,segue foragido

  • joracidelima
  • 3 de set. de 2019
  • 2 min de leitura

Kerby Tinge morreu atropelado em São José — Foto: Reprodução/Facebook

A morte do haitiano Kerby Tinge, de 32 anos, completa três meses nesta terça-feira (3). A Polícia Civil identificou e expediu mandado de prisão contra o suspeito do crime, mas ele segue foragido.

A defesa da vítima questiona o Estado sobre suposta omissão em relação às testemunhas oculares da noite em que ela foi empurrada e atropelada na BR-101, em São José, na Grande Florianópolis.

O crime ocorreu na madrugada do dia 3 de junho. Inicialmente, o caso foi registrado como um atropelamento por caminhão, mas imagens de câmeras de segurança coletadas no local indicam envolvimento de outras pessoas antes da colisão. A vítima morreu no local.

"A gente tem mandado de prisão contra o autor, mas ele está foragido. Tentamos prender ele, mas ele fugiu", disse o delegado Manoel Galeano, da Divisão de Investigação Criminal de São José. A Polícia Civil não divulgou a identidade do suspeito e se há uma relação entre vítima e autor.

O advogado que representa a família de Kerby, José Ribeiro, afirma que a irmã dele já retornou ao Haiti. Ela foi o único parente que viajou ao Brasilpara tratar da identificação do corpo. Ribeiro fica em contato com a namorada da vítima, que mora em Florianópolis.

"O que se tem a fazer é aguardar a prisão. Mas, também tem a questão da proteção a testemunhas. Se o estado não der proteção, ninguém vai falar nada", explica Ribeiro.

Segundo o advogado, uma testemunha importante para a elucidação do caso chegou a ir à delegacia, mas por se sentir acoada, não voltou para prestar esclarecimentos.

"O que sabemos é que houve uma pseudo discussão e arremessaram o Kerby, que foi fatalmente atingido. O suspeito não tem proximidade com o Kerby, mas para não prejudicar o inquérito, não me sinto a vontade de falar sobre", completou o advogado.

Grupo pediu justiça no caso de Kerby — Foto: Cáritas/Gairf/Divulgação

Investigação

O registro inicial da Polícia Rodoviária Federal (PRF) indica a morte como resultado de um acidente de trânsito. Mas, as imagens de uma câmera de monitoramento revelam que Kerby foi empurrado e a Polícia Civil passou a investigar como assassinato.

O inquérito foi instaurado no dia 7 de junho. Legalmente, o inquérito tem prazo de 30 dias para conclusão com possibilidade de prorrogação. A Polícia Civil não respondeu se o caso já foi remetido ao Judiciário.

Vítima

Kerby deixou um filho de dois anos no Haiti para reconstruir a vida no Brasil. Ele morou em Xaxim, no Oeste de Santa Catarina. Até se mudar há 2 anos para Florianópolis, onde passou a cuidar do sobrinho depois que a irmã decidiu voltar para o país natal. Depois da morte do tio, o menino foi levado para um abrigo.

Kerby trabalhava como auxiliar de serviços gerais e estudava inglês no Instituto Estadual de Educação, na capital.

Fonte: G1

Publicação Joraci de Lima

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